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Política

Das urnas de Ipitanga ao Palácio de Ondina

A agenda de apoio ao presidenciável Fernando Haddad (PT), foi intensificada essa semana em Lauro de Freitas. Os partidos e militantes da base do governo divulgaram um roteiro de atividades que vão desde visita as casas dos eleitores à caminhada e panfletagem nas comunidades.

A preocupação com o resultado da eleição do dia 28 em Lauro de Freitas é compreensível. Lauro de Freitas é a maior economia administrada pelo PT no Estado e o primeiro turno da eleição revelou números não agradáveis. Veja o mapa

O quadro mostra que o presidenciável do PT não conseguiu atingir a mesma votação de Rui em Lauro de Freitas, foram quase 25% a menos. Na outra ponta da tabela é possível perceber Jair Bolsonaro (PSL) obteve um percentual de votos maior em Lauro de Freitas do que em Salvador, cidade administrada por um Carlista. O cruzamento da diferença de voto entre os presidenciáveis no cenário estadual e municipal, reflete bem esse fenômeno. Enquanto a diferença entre Haddad e Bolsonaro no estado atinge 37%, em Lauro de Freitas essa diferença cai para 18%.

O Folha Popular conversou com alguns especialistas, que a partir de suas análises, apontaram conjecturas, que variam das responsabilidades do governo municipal ao descrédito às instituições políticas nacionais, tornando impossível traçar uma linha que beire a unanimidade as teorias que tentam explicar esse fato. Autoridades políticas e parlamentares também comentaram.

O ex-candidato a deputado federal e advogado, Dr. Marcelo Santana, apoiador de Bolsonaro na cidade, afirma que a votação do presidenciável do PT na cidade ficou abaixo da média estadual, por conta da má condução do governo local. Para Santana os reflexos negativos na saúde, educação e infraestrutura afastaram o eleitor de Haddad. “Moema é uma cabo eleitoral negativa… quanto mais ela vai para a rua mas afugenta os votos… Tenho certeza que a votação de Bolsonaro nesse segundo turno aqui na cidade, vai superar a primeira”. Concluiu.

O vereador Roque Fagundes, que preside o Partido dos Trabalhadores na cidade explicou que diferenças na votação dos candidatos em Lauro de Freitas não pode ser atribuída nem ao mérito de Bolsonaro, muito menos ao demérito do governo municipal. Para Roque, a soma de vários fatores contribuiu para os números apresentados. Roque afirma que a campanha liderada pelas elites e por setores conservadores e do mercado para descredenciar a classe política e associar a corrupção aos partidos de esquerda, especialmente ao PT, despertou um sentimento de descrédito e desesperança ideológica, favorecendo o discurso fascista capitaneado pelo candidato do PSL. “A prefeita Moema tem uma excelente aceitação na cidade e com certeza é a maior captadora de votos para Haddad”. Afirmou

Há, contudo, subgrupos no PT que atribui o resultado das runas a políticas de alianças do governo municipal. “É inconcebível a composição com grupos que declaradamente ou não, fazem campanha e utilizam inclusive do status de servidor para fazer campanha para um candidato que representa tudo de oposto ao nosso projeto. Infelizmente muita gente que está no governo e até vai para as caminhadas, vota em Bolsonaro e pede voto para o fascismo, é uma triste realidade. Sem contar com os seguimentos evangélicos que invadiram o governo e votaram maciçamente em em Isidório e Bolsonaro”. Afirmou uma liderança do partido.

Faltam menos de dez dias para a eleição e o resultado de Lauro de Freitas pode dizer muito do que será o cenário futuro. Moema tem a obrigação de dá uma boa votação a Haddad na cidade, pois seus planos rumo o palácio de ondina, depende muito dos desdobramentos de Ipitanga.

Por: Ricardo Andrade

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2 comentários

Raildo Santos 20 de outubro de 2018 at 07:16

O “ex-candidato” Marcelo Santana esqueçe ou não sabe que o futuro presidente Rui Costa também é do PT.

Pablo Torres 20 de outubro de 2018 at 13:42

Nem ganhou a reeleição e Ruy nem começou o segundo mandato e já especulam Moema governadora. Esse pensamento de capitania hereditária que vem matando o PT e criando os Bolsonaros da vida política.

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